Paulo Afonso está entre as 17 cidades baianas onde a Coelba realiza a Operação Gatonet, focada na remoção de cabos de provedores irregulares.

A Neoenergia Coelba está realizando, ao longo desta semana, uma nova etapa da Operação Gatonet em 17 municípios baianos, com foco na remoção de cabos de telefonia e internet instalados de forma irregular na rede de postes de energia. As equipes da distribuidora devem atuar até sexta-feira (28), percorrendo as principais vias dessas cidades para retirar fiações, caixas e demais equipamentos de provedores considerados irregulares, conforme cronograma divulgado pela companhia e por veículos locais.
Os municípios contemplados nesta fase da operação são: Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camaçari, Guanambi, Ibipeba, Itaberaba, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Queimadas, Salvador, Santa Bárbara, São Félix do Coribe e Vitória da Conquista. As ações ocorrem de forma simultânea e priorizam trechos com maior concentração de cabos e equipamentos de empresas de telecomunicações que não possuem autorização para utilizar a infraestrutura da concessionária.
Segundo a Neoenergia Coelba, o objetivo é reduzir a poluição visual, aumentar a segurança da população e diminuir o risco de incêndios e outros acidentes associados ao emaranhado de fios que se acumula nos postes. A distribuidora afirma que a responsabilidade pela instalação e manutenção dos cabos de telefonia, internet e TV é das operadoras, mas que, diante do risco à integridade das redes elétricas e dos pedestres, tem intensificado operações de retirada de estruturas consideradas irregulares.
O que é o “gatonet”
No contexto da operação, a Neoenergia Coelba utiliza o termo “gatonet” para se referir a empresas que oferecem serviços de telefonia e internet sem contrato de compartilhamento de postes, sem apresentação de projeto técnico e em desacordo com as normas de segurança. Estimativas citadas por especialistas em segurança de infraestrutura apontam que uma parcela significativa dos provedores que atuam na Bahia se enquadra nessa condição, contribuindo para o excesso de cabos e conexões improvisadas nas cidades.
Essas instalações clandestinas são apontadas pela distribuidora como a principal causa do emaranhado de fios visível em diversos centros urbanos, além de estarem relacionadas à ocorrência de incêndios em fiações, interrupções de energia e risco de choques elétricos para moradores e trabalhadores que circulam próximos aos postes. A empresa também destaca que muitas dessas redes não recebem manutenção adequada, o que agrava os problemas ao longo do tempo.
Histórico recente da Operação Gatonet na Bahia
A Operação Gatonet passou a ser executada de forma contínua pela Neoenergia Coelba na Bahia nos últimos anos. Em 2024, a distribuidora informa ter removido cerca de 450 toneladas de cabos de telecomunicações instalados irregularmente em todo o estado. Em 2025, a ação foi ampliada para mais municípios do interior, incluindo etapas anteriores voltadas especialmente para cidades como Feira de Santana, Euclides da Cunha, Luís Eduardo Magalhães, Itaberaba e Ipiaú, onde equipes atuaram em vias principais durante uma semana dedicada à remoção de fiações irregulares.
Dados mais recentes indicam que, apenas entre março e abril de 2025, a Neoenergia Coelba retirou mais de 36 toneladas de cabos irregulares em 18 cidades baianas, em outra fase da Operação Gatonet. Nessa etapa, Salvador liderou o volume de material recolhido, seguida por Vitória da Conquista, Feira de Santana e Alagoinhas. A empresa também reporta que, em 2025, cerca de 200 empresas de telecomunicações buscaram regularizar sua situação junto à distribuidora após o início das operações mais intensivas.
Em comunicados recentes, a Neoenergia Coelba afirma que vem intensificando as ações de ordenamento dos cabos instalados em sua rede e que, no primeiro semestre de 2025, o volume de fiações irregulares removidas em todo o estado atingiu patamar recorde quando comparado a períodos anteriores.
Regras para uso dos postes e consulta de provedores regulares
O uso de postes de energia por empresas de telefonia, internet e TV a cabo é regulamentado por resoluções conjuntas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Essas normas estabelecem que as operadoras precisam firmar contratos de compartilhamento, apresentar projetos técnicos e cumprir padrões de segurança e de organização da rede, incluindo distâncias mínimas entre cabos, altura correta em relação ao solo e capacidade de carga dos postes.
Para orientar os consumidores, a Neoenergia Coelba lançou um portal de consulta em que a população pode verificar se o provedor de internet contratado está regularizado para utilizar a infraestrutura da distribuidora. A recomendação da empresa é que os clientes priorizem empresas autorizadas, justamente por estarem submetidas a critérios técnicos, comerciais e de segurança estabelecidos pelos órgãos reguladores.
Canal de regularização para provedores
Além das ações em campo, a Neoenergia Coelba disponibilizou um canal exclusivo para provedores de internet e telefonia que desejam se regularizar e evitar a retirada de seus cabos durante as operações. As empresas podem entrar em contato com a distribuidora pelo e-mail [email protected] para obter orientações sobre contratos, apresentação de projetos e adequações necessárias às normas vigentes.
De acordo com a distribuidora, somente os provedores que concluírem o processo de regularização, com contrato ativo e rede instalada conforme os padrões exigidos, permanecem autorizados a utilizar os postes. As empresas que não estiverem em conformidade são notificadas e, nas etapas da Operação Gatonet, têm suas estruturas removidas sempre que forem identificadas pela fiscalização.
Próximos passos da operação
A Operação Gatonet segue em curso até sexta-feira (28) nos 17 municípios baianos incluídos nesta fase. Segundo a Neoenergia Coelba, as ações de fiscalização e de retirada de cabos irregulares continuarão sendo realizadas em outras cidades do estado, em cronogramas específicos, como parte da estratégia de ordenamento da rede e de prevenção de acidentes envolvendo a infraestrutura elétrica e de telecomunicações.









