Atestado apontou cardiomiopatia hipertrófica, que é uma doença cardíaca que pode ser agravada pelo uso de anabolizantes. Nas redes sociais, Gabriel dizia que usava hormônios.

O atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, encontrado morto no sábado (23), aponta que ele teve morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica, que é uma doença cardíaca em que o músculo do coração (miocárdio) se torna anormalmente espesso e que pode ser agravada pelo uso de anabolizantes. Nas redes sociais, Gabriel dizia que usava hormônios.
Essa doença faz com que o músculo do coração fique mais rígido, o que dificulta o bombeamento de sangue e o relaxamento do órgão.
A Secretaria da Segurança Pública disse que a polícia ainda investiga o caso e aguarda os resultados de laudos do IML para esclarecer a morte.
O corpo do fisiculturista e influenciador iria ser cremado nesta segunda-feira (25) em São Paulo, segundo informações da família. A cerimônia será fechada, com a presença apenas de parentes próximos.
Gabriel foi encontrado morto por um amigo no apartamento em que o jovem morava, na Mooca, Zona Leste de São Paulo, após dias sem que familiares e amigos conseguissem contato com ele.
Segundo informações do boletim de ocorrência obtido pela TV Globo, esse amigo foi até o imóvel depois de ser procurado por familiares preocupados com o desaparecimento de Gabriel desde a noite de quinta-feira (21). Como ninguém atendia às ligações ou mensagens, ele decidiu ir até o local.
Ao chegar ao prédio, foi informado por funcionários do condomínio de que o fisiculturista estava dentro do apartamento. Como as luzes estavam acesas, mas ninguém respondia, ele arrombou a porta com a ajuda dos funcionários.
Gabriel foi encontrado já sem vida na cozinha, caído de bruços. De acordo com o boletim, o rapaz tinha o rosto avermelhado, com presença de sangue, mas não havia sinais aparentes de violência no imóvel.
A Polícia Militar foi acionada pelo próprio amigo, que ligou para o 190. O caso foi registrado no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas) como morte suspeita, inicialmente tratada como morte súbita sem causa aparente.
A perícia esteve no local e apreendeu diversos medicamentos no apartamento, possivelmente anabolizantes, segundo o registro policial. Ainda de acordo com o boletim, o imóvel estava limpo e organizado, sem indícios de luta ou crime.
Em depoimento, o amigo que descobriu o corpo afirmou que conhecia Gabriel havia cerca de quatro anos e que os dois trabalhavam juntos. O último contato presencial entre eles ocorreu na noite de quinta, quando se encontraram por menos de 30 minutos em uma academia na Mooca.
A mãe de Gabriel, a empresária Clarisse Ganley Christophe, que mora no Rio de Janeiro, também prestou depoimento. Ela afirmou que havia falado com o filho pela última vez na mesma noite de quinta-feira e que ele estava bem, sem relatar problemas de saúde ou sintomas. Segundo ela, o jovem não tinha histórico de doenças cardíacas. A mãe viajou a São Paulo após ser informada da morte.











